| Foto que está em seu livro:Quem tem medo de Papangu? Cortez Editora |
A escritora, jornalista Goimar Dantas, que tem em seu currículo vários projetos editoriais, você poderão saber melhor ao longo da entrevista, publicou recentemente o livro: Quem tem medo de Papangu? , pela Cortez Editora. Através da parceria com a Cortez Editora e curiosidade nordestina, afinal este blog é gerido por uma pernambucana e que ama papangus. O tecer quis conhecer, saber, instigar a escritora, de nome tão singular, único e que de maneira carinhosa respondeu ao convite do TecerGirassóis.
Bem, vamos conhecer Goimar Dantas!
De: Goimar Dantas
Sem dúvida, os livros infantojuvenis da Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática, foram os responsáveis pela consolidação do meu amor pela leitura. Comecei aos 11 anos, com O caso da borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida. Esse livro foi um divisor de águas para mim e eu o guardo até hoje. Depois dele, li tudo o que a autora assinou para a mesma coleção, como As aventuras de Xisto, Xisto no espaço e Spharion. Também caí de amores por Éramos Seis e pela Ilha Perdida, de Maria José Dupré, seguidos dos livros de suspense de Marcos Rey, como O mistério do cinco estrelas e O rapto do garoto de ouro, todos da coleção Vaga-Lume. Eu não saía mais da biblioteca da cidade de Cubatão, onde morava desde os 7 anos (sou potiguar, nasci em Santa Cruz , no RN, e, como tantos outros, meu pai veio para o Estado de São Paulo em busca de trabalho e melhores condições de vida). Aos 15, na mesma biblioteca, debutei no mundo adulto me entregando de corpo e alma à valsa composta pelo Bruxo do Cosme Velho, que me seduziu de forma definitiva com as linhas e entrelinhas de seu Dom Casmurro.
| O livro raro de Goimar, ela fotografou e nos enviou. |
3. Como é o seu processo criativo para produção de livros?
Estou até hoje tentando entender como é meu processo criativo. Percebo que ele se dá de forma diferente em cada um dos meus projetos. Em relação aos meus primeiros livros, fui convidada para escrevê-los (por editores ou biografados). As ideias não partiram de mim, portanto. Eu ficava felicíssima, mas os prazos eram sempre muito apertados. Precisei de extrema disciplina e energia, virando noites, trabalhando nos finais de semana, feriados, férias. Era o tempo que eu tinha para realizar entrevistas, transcrevê-las, pesquisar, escrever. Tudo isso porque, de segunda a sexta, trabalhava como jornalista, assessora de imprensa, coordenadora editorial (em diferentes períodos da vida). Já a biografia Cortez – A saga de um sonhador, que assino com a socióloga Teresa Sales, escrevi porque quis, porque desejei ardentemente contar a história do editor José Xavier Cortez, potiguar que driblou a fome, a falta de estudos e tantas outras adversidades para se tornar proprietário de uma das editoras mais renomadas do País, a Cortez Editora, especializada em títulos acadêmicos e infantojuvenis.
Já meus livros mais recentes, voltados ao público infantil, surgem como meus poemas: de repente, sou tomada por uma ideia. E então vem uma espécie de febre, um desejo irrefreável que me impulsiona a sentar e escrever o primeiro esboço do texto quase num jato, seja no ponto de ônibus, no trem, no táxi, na antessala de um consultório médico, na cama. Já aconteceu de eu “receber” (como diz a poetisa Adélia Prado) o texto quase pronto; outras vezes preciso reescrever durante anos; já aconteceu de eu deixar o texto na gaveta, dormindo, até que eu possa enxergá-lo com olhos menos críticos, melhorando aqui e ali e, finalmente, dando a ele um destino (que pode ser o meu blog http://poesia-potiguar.blogspot.com ou um envelope que encaminho a uma editora, para avaliação). O processo entre escrever e publicar é geralmente lento. Muito lento. O Quem tem medo de Papangu?, lançado em fevereiro pela Cortez Editora, por exemplo, escrevi em 2007, assim como o Minha boca está pelada!, outro infantojuvenil a ser publicado, ao que tudo indica, ainda este ano, pela editora carioca Escrita Fina. No momento, trabalho no texto de dois outros infantis e também no livro Rotas literárias de São Paulo, a ser lançado pela Editora Senac São Paulo, e cujo projeto escrevi em 2008. O tema é riquíssimo e acredito que ainda devo levar mais um ano para finalizá-lo. Cada projeto ou livro tem uma história, um tempo, mas o que vale é saber que todos exigem, sempre, dois ingredientes básicos: inspiração e transpiração – esse último, por sinal, em proporções muito mais generosas do que o primeiro.
Amanhã tem mais e uma surpresa.
Participe, Comente e aguarde a #Surpresa de amanhã, que está totalmente relacionada a entrevista, que tem a 2a etapa amanhã.
Você já conhecia Goimar Dantas?
O que achou da TecerEntrevista?
Quais suas motivações para leitura?
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