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Microconto: sugestão didática e lúdica

O micro e macro depende do olhar.
Foto Rio Capibaribe, Recife Antigo.

Microconto é a grande oportunidade de síntese e desenvolvimento de uma breve história. Narrativas de encantamento, suspense, junção de poesia e narração, assim vai sendo construído o texto. Mesmo que ocorra uma reação contrária a este maneira inovadora do dito e não-dito no conto, teclar com 140 caracteres, como se estabelece no Twitter, e assim produzir uma micronarrativa é trazer a coesão e coerência na apreciação não conceitual, mas vivencial. Toda história tem essência, e a beleza está no MICRO e no MACRO."E o fato é que, fazendo a micronarrativa parte de um processo literário e social, hoje já se pode afirmar ser possível produzir uma narrativa com dez palavras. Ou até menos". (SPALDING,2006)


Bem, este foi meu ensaio de microconto:
Todos caminhavam no Zoo, não queriam parar.Grito.Susto.Vulto. Parecia um veroz animal. Não era tigre, não era leão, era um gatinho só.

O mais famoso microconto do mundo tem 37 letrinhas, a saber:
"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá" (Augusto Monterroso)


Vale a pena propor em sala de aula esta produção, que pode ter como cenário o ambiente do Twitter, atrela a tecnologia e a leitura, no país que está lendo mais, devido ao uso da Internet e a comunicação imediata, rápida, em rede, a cada dia a dia, em expansão.


Bem, sugestão e convite, criem e enviem seus minicontos, microcontos, e concorram a sorteio de um livro e uma surpresa.

Redação ou produção escrita? Algumas reflexões em Lagoa de Itaenga

Redação ou produção escrita? Algumas reflexões em Lagoa de Itaenga



Já não causa espanto quando os professores pedem a seus alunos que produzam textos em vez de fazer as famosas redações. O que mudou? A prática de sala de aula, a teoria, as duas? Enfim, foram essas algumas das reflexões da conversa que a professora Ynah de Souza teve com professores de português da rede pública no município pernambucano de Lagoa de Itaenga, distante apenas 72km de Recife, no último dia 03 de março.

Por que é importante discutir tais questões? Principalmente, porque a mudança de vocabulário, nesse caso, implica em mudança de paradigma pedagógico no ensino de Língua Portuguesa. Assim, não se corre o risco de apenas trocar o vocabulário, mas ressalta-se a importância de, ao fazê-lo, saber o porquê.

A professora, durante a conversa, destacou alguns pontos importantes que devem ser considerados no trabalho da escrita na escola:

1. Escrever não é a mesma coisa que falar;

2. Escrever é um processo; por isso, erros e rasuras dos alunos devem ser analisados pelo professor; os alunos devem ser levados a entender que a reescritura do texto é uma atividade fundamental para o avanço de sua escrita;

3. Escrever é comunicar; escrever é persuadir o leitor a respeito de alguma coisa; por isso, a importância de se produzir textos legíveis e segundo a norma culta da língua.

4. Escrever implica em etapas que, não necessariamente, acontecem de modo isolado:

a. Planejamento: quanto mais conhecimento de mundo, melhor; quanto mais leituras, melhor, desde que os alunos não se detenham apenas no conteudo dos textos, mas consigam “enxergar” as estratégias sintáticas, semânticas e discursivas empregadas pelo seu autor. Aprender a fazer um plano adequado, definindo o objetivo do texto: primeiro passo para se conseguir escrever um bom texto.

b. Escrita propriamente dita: o cuidado aqui deve ser com a coesão e coerência; com a redação de parágrafos; o texto deve ter início, meio e fim. Não se deve esquecer de ressaltar a importância de o aluno reler seu texto depois de pronto!

c. Reescrita: melhoria guiada pelas observações do professor, dos colegas da turma e das opiniões do autor do texto.