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Resenha: Uma aventura no Sonho, Estréia da Editora Edelbra no Tecer









Texto: Leo Cunha
Ilustração: MartinaSchreiner.


A obra é um verdadeiro sonho, o texto escrito e as imagens. O encanto da criação de Martina Schreiner é trazer vida, movimento, desafio, numa leitura desencadeante da personagem Isabela e o sonho. O texto de Leo Cunha, autor que tive oportunidade de entrevistar, e admiro há um tempo a sua estrutura de narrativa. Isabela vem para trazer a inquietação do ato de sonhar. Tantas coisas que desejamos sonhar, assim como a linda personagem, mas Isabela só visualizava Espelhos. As representações que um espelho pode refletir são os percursos desenvolvidos na história, que revela sonhos ou pesadelos?
Isabela faz uma incursão para mudar a trajetória de seus sonhos, fica a dizer: É que me olho no espelho e não gosto daquilo que vejo. Uma inquietação de uma menina, adolescente que vai tomando novas formas fisícas e sonha.....

Sonhos, Pesadelos, tudo é possível mudar quando se descobre :Uma aventura no sonho.


Qual será o olhar da história? O sonho fala, e o que ele te diz?
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Lembre-se:
Os sonhos, eles complicam minha vida
Os sonhos, eles completam minha vida
( Michael Stipe)


Qual será o olhar da história? O sonho fala, e o que ele te diz?

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Escritor Mineiro Leo Cunha em entrevista exclusiva

O escritor, jornalista e poeta mineiro Leo Cunha lançou na última bienal de Minas Gerais, o Livro de Poemas: Vendo Poesia. Pedimos e com muita gentileza e carinho Leo concedeu-me uma entrevista, assim  ofertamos aos educadores, contadores e aos célebres apaixonados pela literatura  esta possibilidade de aproximação entre texto e seu criador.

Agradeço a Leo Cunha a sua atenção em nos presentear com esta tecitura de palavras.

Vamos lá!
Leo Cunha, Arquivo pessoal cedido ao blog tecer girassois.
1. Como é ser tantas coisas: Jornalista, Escritor, Ilustrador? Como estas multifacetas se encontraram e se encontram ?

Leo Cunha - Antes de mais nada, quero esclarecer que eu não sou ilustrador. O único caso em que eu criei as imagens foi no "Vendo Poesia", pois é um livro de poesia visual, um tipo de poesia em que o texto e a imagem se fundem e se confundem. Mas é um caso isolado. Normalmente, eu prefiro deixar as ilustrações para os artistas profissionais. Aliás, tenho tido muita felicidade: já tive livros ilustrados por feras como André Neves, Eliardo França, Flávio Fargas, Graça Lima, Guto Lins, Marilda Castanha, Nelson Cruz, Roger Mello, entre outros. E vários livros meus já foram premiados no Jabuti ou na FNLIJ, pela ilustração: O sabiá e a girafa, Clave de Lua, Joselito, Cantigamente.

No dia a dia, eu concilio três "trabalhos"

Sou escritor, com mais de 40 livros publicados. Ano que vem completo 20 anos de literatura infantil, pois minha primeira história foi publicada em 1991; Sou jornalista, atuando sobretudo na área de cultura. Tenho uma coluna na web-revista de cinema Filmes Polvo (www.filmespolvo.com.br) ;E sou professor universitário, desde 1997. São três ofícios diferentes, mas interligados, pois todos estão ligados à palavra, à construção de histórias e personagens. 
2.Existem percepções diferenciadas da ilustração perante a pintura. Quais são e o porquê?
Leo Cunha- Acredito que a ilustração, por quase sempre estar vinculada a um texto ou idéia prévia, acaba sendo vista com preconceito por alguns artistas plásticos. Mas, da minha parte, considero os ilustradores como artistas plenos e essenciais para a literatura infantil.

3. Como sincronizar o texto literário com a  ilustração, que critérios, você, como ilustrador  segue? E com  relação as suas obras ilustradas.Como se estabelece a escolha, eles sugerem ou você os deixa  livre para criar  as dinâmicas imaginéticas?

Leo Cunha - Como expliquei acima, eu não sou um ilustrador, criei apenas as imagens para o livro de poesia visual "Vendo poesia". Nos meus outros livros, procuro não interferir no trabalho do ilustrador, ou seja, não faço sugestões nem peço que o ilustrador siga esta ou aquela técnica. Prefiro ser supreendido pela criatividade do ilustrador.

4.Quais as suas linhas de trabalho literária, os recursos, técnicas que utiliza nas produções?

Leo Cunha- Já tenho cerca de 50 livros publicados, nos mais variados gêneros: crônica, poesia, poesia visual, prosa poética, conto, novela, adaptação, tradução, reconto. A maioria dos meus textos tem um forte componente humorístico, mas também já me aventurei pelo terror, policial, história de amor.

5- Raimundo Carrero (Escritor Pernambucano), quando questionado sobre a produção literária, diz: é 1% inspiração e 99% trabalho. Que comentário faz desta afirmação? Como se estabelece o seu trabalho literário?

Leo Cunha- Concordo com o Carrero. Minha rotina de trabalho é muito baseada na reescrita. Eu faço inúmeras versões dos meus textos, mudo muito, aumento, corto, experimento diferentes pontos de vista. O ponto de chegada é sempre muito diferente dos primeiros rascunhos.Além disso, eu não acredito que exista um texto pronto, definitivo. Várias vezes eu já transformei um poema num texto narrativo, uma crônica numa novela, gosto de testas os limites entre os gêneros.
6. Com a tecnologia digital, que recursos digitais utiliza para criar suas obras?


Leo Cunha- O único caso em que usei de softwares mais sofisticados na criação literária foi no livro "Vendo Poesia", onde recorri a programas como Photoshop e Illustrator.


7. Como foi ilustrar a sua própria obra: Vendo Poesia?
Leo Cunha- Este foi um trabalho muito marcante para mim, particularmente porque eu não me considero um ilustrador. Levei vários anos para criar, aperfeiçoar e finalmente produzir digitalmente as imagens e o projeto gráfico do livro. Foi um trabalho extenuante e muito desafiador. Mas eu estava convicto de que não haveria outra forma de produzir este livro, senão encarando todas as etapas do processo.  

Maiores informações sobre o Autor, visite os links abaixo:

Quer conhecer melhor a obra e vida de Leo Cunha:
 Sitehttp://www.leocunha.jex.com.br


Link do Livro Vendo Poesia:
Link da crítica sobre o livro: Vendo Poesia, que fiz logo que o livro me foi entregue, pois me encantei com a linguagem visual, o envolvimento e a condução poética das palavras, podem ler, só basta clicar em uma das palavras, abaixo:



Vendo Poesia

A plasticidade e habilidade com as palavras, Leo Cunha escreveu o livro Vendo Poesia, desde o seu título as ilustrações dos poemas, uma primorosa produção. Na sua construção visual, neoconcreta das palavras, parece-nos uma visita ao globo ocular, em tantas etapas de grande significantes e significados da visão,  ampliada pela forma-tos das ilustrações e suas respectivas associações aos poemas.

Vendo Poesia faz uso da paranomásia em seu título, esse trocadilho com as palavras, expande-se no toque ao olhar, na dimensão de ressignificação da palavra vender, com sentido da troca, trocar, demonstrar, pois basta o olhar da cara, como sugere o poeta, em sua produção.

LEIA E VEJA.....



Vendo POESIA

Para quem gosta

Poesia nada custa

Poesia nada gasta

Bastam os olhos

da cara.

(CUNHA, Leo,VENDO POESIA. Editora FTD,2010,pág. 9)